Xadrez da grande derrota do PSDB

Publicidade
Xadrez da grande derrota do PSDB
O delegado Assis Ramos entrou na política a pouco tempo, tem pouco mais de 5 anos em Imperatriz. Ele filiou-se primeiro ao PP de Waldir Maranhão com as bençãos de José Reinaldo Tavares e Eliziane Gama, sentiu cheiro de pneu furado com relação a sua candidatura e trocou de carro, foi para o PMDB sob as bençãos do senador João Alberto. Foto: Blog da Kelly
O primeiro artigo da série foi 'Xadrez da grande derrota do PT', de Luís Nassif. Com títulos parecidos publiquei 'Xadrez da grande vitória do PCdoB' e 'Xadrez da grande vitória de Edivaldo' porque ao contrário do País que apresentava um grande perdedor, o Maranhão e São Luís tem grandes vencedores. Porém, em Imperatriz, voltamos à lógica nacional e como aqui é o avesso, do avesso, do avesso, foram os tucanos que saíram depenados desta eleição, e a frente deles, sua expressão máxima, o prefeito eleito em 2004 e reeleito em 2008, Madeira, também ex-presidente eleito e reeleito para o Instituto Teotônio Vilela quando ainda era deputado federal e era José Serra o crupiê do ninho.

Antes de ser prefeito, ainda em 2000 e 2004, o PSDB andou longe de alcançar a prefeitura, mas elegeu três vereadores. Em 2008, ano da primeira eleição de Madeira para a prefeitura de Imperatriz, a legenda alcançou estratosféricos 28.391 votos para a Câmara e em, 2012, na reeleição chegou a quatro parlamentares.

Agora, em 2016, o PSDB sequer conseguiu completar sua chapa proporcional ou fazer alguma coligação, a vereadora Terezinha Soares foi reeleita e Zesiel, ex-secretário da Educação conseguiu sua vaga. Um fiasco para o ninho.

De protagonista a vice do quarto lugar

E ainda, desde 1994, é a primeira vez que os tucanos deixam de lançar candidato a prefeito na segunda maior cidade do Maranhão. Neste quesito, repete São Luís cujo insucesso da legenda é parecido pois ambos indicaram o vice de quem chegou na quarta colocação.



Auditoria para enterrar Madeira

Mas, quando se pensa que chegou-se ao fundo do poço, muitas vezes, percebe-se que a vida pode ser muito pior. O prefeito eleito de Imperatriz, Assis Ramos (PMDB), foi o único a declarar publicamente que vai auditar as contas do tucano. Ele colocou a questão do combate a corrupção como um dos carros chefes de sua campanha.
Xadrez da grande derrota do PSDB

Vento nacional encontrou o AR-15

O delegado Assis Ramos foi favorecido na reta final pelos ventos que sopraram em todo o País e empurraram Dória em São Paulo, por exemplo. Na medida do possível, dos candidatos postos, o eleitor preferiu estreantes do que velhas e mesmo novas raposas da cena política.

Família Sarney

Imperatriz, nas eleições estaduais sempre votou de forma decisiva para quebrar o domínio dos Sarney no Maranhão e ponto.

Direto da Aldeia Global publicou da série:
Xadrez da grande derrota do PT
Xadrez da grande vitória do PCdoB
Xadrez da grande vitória de Edivaldo

Nas eleições municipais, desde 1994, elegeu nomes com apoios velados do esquema que dominou a política do Maranhão. A exceção foi 2000 quando sufragou Jomar Fernandes (PT) nas urnas. Mesmo em 2008, Madeira contou com apoios importantes do esquema, como da então deputada federal Nice Lobão. Assim, como a pedetista Rosângela Curado tinha o núcleo duro fincado no Palácio mas recebeu o apoio de Zequinha Sarney.

Como dirias os patrícios: Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Sarney e seus aliados vão continuar a perder a eleição estadual, em Imperatriz, mas tem muitas chances na disputa local.

Prefeitos independentes

Os candidatos eleitos com apoio dos Sarney sempre tiveram postura independente. Em 2002, Chiquinho Escórcio cobrava exame de DNA nas obras do governo do estado na cidade, segundo ele, todas registradas no nome do prefeito Ildon Marques. Madeira traiu o grupo Sarney para apoiar Flávio Dino em 2014. Mesmo Jomar Fernandes nunca foi de dar muita bola para os oposicionistas da capital.

Teorias conspiratórias

O delegado Assis Ramos foi eleito com menos de 30% dos votos. Mas, venceu em todas as três zonas da cidade, ao contrário de Ildon Marques que perdeu na 33ª em 2000 quando a eleição também foi apertada.

Numa eleição assim, com quatro candidatos acima dos 20% e abaixo dos 30% é normal o nascimento de teorias conspiratórias. Como a prisão de um oficial superior ter afetado de forma considerável o pleito. O fato de Instituto algum divulgar pesquisas em Imperatriz, mesmo antes da prisão do Major demonstra que a mão grande das forças políticas sabiam do crescimento do candidato peemedebista, como disse antes, impulsionado pelo vento nacional de ojeriza ao que se convencionou chamar de classe política.

Outra teoria afirma que Rosângela Curado diminuiu sua votação em relação a 2012 porque recebeu o apoio do governador Flávio Dino. Com a eleição nesse nível de radicalização, mesmo Ildon Marques, o segundo colocado, obteve menos votos do que em 2000 ou em 2004, veja nos quados abaixo.
Xadrez da grande derrota do PSDB

Publicidade

Publicidade