Ataque desacelera internet

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O governo dos Estados Unidos investiga os inúmeros ataques de denegação de serviço (DDoS) registrados nesta sexta-feira (21) contra os servidores de grandes empresas americanas de internet. O ocorrido foi classificado como “atividade maliciosa” e afetou serviços como Twitter, Spotify, Github e o The New York Times.

O primeiro incidente foi na costa leste dos Estados Unidos, na manhã de sexta-feira, e teve duração de aproximadamente duas horas – e durante esse tempo, as empresas de gestão de servidores como Dyn e Amazon Web Services tentaram conter seus problemas de conexão com seus endereços de DNS.

Estima-se que pelo menos três ondas de ataque fizeram com que os servidores do Dyn e Amazon Web Services buscassem formas de diminuir a sobrecarga e evitar que inúmeros sites ao redor do mundo não fossem acessíveis.

O Dyn informou, no final da tarde, que seus serviços estavam normalizados a disse que os ataques se deram devido à saturação das respostas de servidores com uma onde de acessos falsos, estratégia bastante usadas pelos hackers.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que o Departamento de Segurança Nacional (DHS) está monitorando a situação e vai investigar a fundo esses ataques, os quais qualificou como “maliciosos”, mas sem citar sua procedência. Earnest lembrou que o DHS “é a agência governamental responsável por controlar nossa segurança no ciberespaço e a coordenação com os setores público e privado para proteger os interesses dos Estados Unidos no ciberespaço”.

As empresas provedoras de serviços de internet que foram afetadas também estão investigando o que aconteceu. De acordo com o Dyn, seus engenheiros estiveram o dia todo trabalhando nisso, para diminuir os efeitos dos ataques, que conseguiram controlar no final do dia.

Segundo a empresa de consultoria de segurança na internet Flashpoint, os ataques parecem ter sido originados com “bots”, software projetado para realizar pedidos de conexão falsas, que se aproveita da infraestrutura da “internet das coisas” para fazer dispositivos com acesso a internet se comportem como pessoas que tentam acessar alguns endereços de internet.

A Amazon, que oferece, além de seu popular portal de comércio eletrônico, serviços de internet para outras companhias como a rede de televisão via streaming Netflix, informou de interrupções esporádicas.

O Wikileaks pediu, via Twitter, aos seus seguidores, que deixassem de continuar “afundando a internet dos EUA”. “Demonstraram sua postura”, disse o Wikileaks, se referindo ao tema como se fosse uma suposta resposta dos ativistas de internet para a decisão da Embaixada do Equador, de deixar o fundador da organização, Julian Assange, sem acesso à internet.

HoraBrasil
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