O estelionato eleitoral da Previdência

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Preocupado com o desgaste de seus candidatos, o covil golpista de Michel Temer deve deixar o golpe da Previdência, que elevará as contribuições e a idade da aposentadoria – entre outras maldades – para depois do pleito municipal deste domingo. O descarado estelionato eleitoral é defendido pelos partidos fisiológicos da sua base de sustentação, segundo matéria da Folha desta terça-feira (27): “Diante das pressões dos aliados para adiar o envio da reforma da Previdência ao Congresso, o presidente Michel Temer pode acatar o pedido em reunião agendada com ministros, líderes partidários e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e deixar o projeto para depois das eleições”.
Altamiro Borges alerta eleitores para a ressaca pós eleitoral. Charge: Alpino
Ainda segundo a reportagem, assinada por Valdo Cruz e Laís Alegretti, a gangue que assaltou o poder teme os efeitos da decisão. “O governo está dividido. Uma ala defende que o Planalto aguarde as eleições municipais de domingo para evitar prejuízos para os candidatos governistas na reta final da campanha. Outra quer o envio da proposta já, como sinalização ao mercado do compromisso de Temer com o ajuste das contas públicas. No dia 6 de setembro, Temer anunciou que enviaria a proposta ao Congresso antes das eleições. ‘A decisão é irreversível’, disse o chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. ‘O presidente avaliou que, simbolicamente, por tudo o que o Brasil atravessa neste momento, nós deveríamos mandar a reforma antes do processo eleitoral’”.

Confirmado o estelionato eleitoral, os “midiotas” que votarem nos candidatos golpistas – alguns deles aparecem bem nas pesquisas, como em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – sentirão na pele a já conhecida traição do Judas Michel Temer. Elegem os prefeitos do golpe dos corruptos e, na sequência, ficam sabendo da punhalada da Previdência Social. Entre outras regressões estudadas pelos usurpadores estão: aumento da idade mínima para 65 anos na aposentadoria de homens e mulheres; elevação do tempo da contribuição previdenciária de 15 para 25 anos; desvinculação da Previdência de vários benefícios sociais, como a pensão por morte. O “midiota” vota no domingo no aliado de Michel Temer e chora no restante da sua vida!

Altamiro Borges
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