Movimentos sociais ocupam Planejamento

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Integrantes de oito movimentos sociais ocupam o Ministério do Planejamento na manhã desta segunda-feira (5/9). Eles pedem o assentamento imediato de mais de 120 mil famílias acampadas em todo o país e protestam contra a revogação da lei que permite a venda indiscriminada de terras para estrangeiros.

Pelo menos oito grupos participam do ato nesta segunda-feira (5/9). Eles pedem soluções para problemas do campo e a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Foto: Patrícia Costa
Pelo menos oito grupos participam do ato nesta segunda-feira (5/9). Eles pedem soluções para problemas do campo e a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Foto: Patrícia Costa
Segundo a organização do ato, cerca de 2 mil pessoas ocupam o prédio na Esplanada. De acordo com a Polícia Militar, são aproximadamente 300 manifestantes. Eles teriam quebrado a porta de vidro da entrada do ministério, mas não há registro de conflitos até o momento.

A ação faz parte da Jornada de Lutas Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas. Eles também reivindicam o desenvolvimento e infraestrutura no campo, como o fortalecimento de programas estruturantes e assistência técnica que garantam a produção da agricultura familiar e camponesa.

Os organizadores do ato afirmaram, em nota, que a reforma na Presidência “traz a perda de muitos direitos para os trabalhadores”. Eles pedem ainda a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), extinto pelo governo Temer.

Participam da ação integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e Movimento Camponês Popular (MCP).

Caroline Bichara, Metropolis
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