Conheça o novo secretário-geral da ONU

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António Guterres foi o único a ultrapassar a barreira dos nove votos favoráveis, indispensável para o Conselho recomendar a sua nomeação à Assembleia-Geral da ONU, no próximo mês.
Antônio Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal. Foto: Tomar Notícias
Depois da "alta competência que tem demonstrado o candidato português", que hoje ficou à frente na quinta votação secreta entre os membros do Conselho de Segurança da ONU, se Guterres "não for eleito é porque morreu qualquer coisa de importante" no organismo. António Guterres venceu as quatro primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto e 9 de setembro. O esloveno Danilo Turk e a argentina Susanna Malcorra ficaram empatados, tendo ambos recebido a "fórmula" 7-7-1, que poderá ser lida como um resultado que anula a própria candidatura.

Há que ter em conta que cinco dos 15 membros do Conselho de Segurança, os permanentes, têm poder de veto.

Srgjan Kerim, da Macedónia, e Natalia Gherman, da Moldávia, ocupam os dois últimos lugares.

Até agora, a Rússia enfatizou a importância do princípio não escrito de rotatividade geográfica, uma tradição segundo a qual o próximo secretário-geral das Nações Unidas deveria vir do Leste Europeu, mas não disse se está disposta a vetar o português.

Só se fazem straw polls para a escolha do secretário-geral das Nações Unidas desde 1991, pelo que o histórico tem apenas 25 anos.

Neste momento, o lugar de secretário-geral da ONU é disputado por nove candidatos, quatro deles mulheres. É o candidato em relação ao qual o reconhecimento das suas qualidades é genérico.

Santos Silva destacou que António Guterres alcançou "os melhores resultados" em todas as votações, quer de encorajamento (oscilou entre 11 e 12 votos), quer quanto aos de desencorajamento (entre dois e três votos).

"Esta eleição que está em curso corresponde a um pedido de transparência por parte da sociedade" civil, afirmou Adriano Moreira, considerando António Guterres o candidato melhor preparado para assumir o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Georgieva é vista como uma adversária mais temível para Guterres, mas a Rússia indicou recentemente que não veria com bons olhos uma mudança de candidatos a meio do jogo. Os valores obtidos ontem por Bokova não encorajam a sua candidatura.

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