Exército é acionado por MP

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O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra o Exército para responsabilizá-lo pela morte da onça Juma, abatida em 20 de junho após o tradicional desfile do revezamento da tocha olímpica, em Manaus. O órgão pede indenização de 100.000 reais pelo incidente e mais 1 milhão de reais por danos morais coletivos.

“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para ‘abrilhantar’ a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas do Rio de Janeiro, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, disse em nota oficial o procurador da República Rafael Rocha, autor do processo judicial.

A ação do MPF-AM também quer determinar na Justiça a proibição de cuidados relativos à animais silvestres por parte dos militares. Segundo a apuração do procurador, o Exército não tem a licença necessária para manter os quinze animais que estão nas dependências do Comando Militar da Amazônia (CMA).


O caso

A onça-pintada é considerada um símbolo dos eventos na capital do Amazonas. Pouco após o desfile da tocha olímpica, Juma se soltou das correntes que a prendiam no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), onde ocorreu o evento. Seus treinadores aplicaram-lhe tranquilizantes, que não surtiram efeito, e, então, o animal foi abatido com tiros na cabeça por medida de segurança.

Na ocasião, o Comitê Organizador da Rio-2016 admitiu a falha: ““Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha”.

180 Graus
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