Nalini: o inacreditável Secretário de Educação de SP

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Não é necessária muita sofisticação intelectual para entender o papel do Estado como agente promotor das igualdades. O mercado concentra, o Estado equilibra. É através do Estado que se montam leis em defesa dos mais fracos e políticas sociais que permitam alguma igualdade de oportunidade.

A Sociedade Órfã, leia aqui, artigo de José Roberto Nalini. Foto: Jornal GGN
A ideia de que os direitos são uma forma oportunista de substituir o mérito e o trabalho cabe melhor em espertezas como Paulo Skaf e outros menos votados, jamais em um Secretário de Educação, ainda mais em uma área vital para a promoção da igualdade.

Que o Secretário José Roberto Nalini expresse sua indignação para com os direitos sociais nos jornais em que escreve, ainda vá lá. Mas no próprio site da Secretaria da Educação, é uma ofensa.

Como o governador do maior estado do país entrega uma área crítica, como a educação, a alguém de pensamento tão religiosamente primário, que debita a miséria à dissolução da família, da Igreja, dos valores morais, como se fosse fruto de pecados individuais? Qual a liderança que irá exercer sobre a rede de escolas, sobre alunos que estão despertando agora para seus direitos? Diz que a população se acostumou a reivindicar como se fosse sinal de atraso, e não de avanço civilizatório.

Quem critica a mediocridade do governo federal - com razão - deveria se debruçar sobre a gestão Alckmin. E, agora, sobre o Secretário de Educação Nalini. São Paulo não merecia isso.

Luis Nassif, Jornal GGN
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