Rede municipal de ensino promove sustentabilidade

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Um prepara o adubo. O outro limpa um pedacinho do canteiro. Uma menina rega a terra e outra cava um buraco na terra e separa as sementes para plantar. Em diversas escolas da rede municipal, professores e estudantes fazem da horta escolar é um espaço de promoção do desenvolvimento sustentável, da alimentação nutritiva e educação interdisciplinar.
Foto: Agência São Luís
"Nas hortas escolares, nossos estudantes realizam atividades que complementam o processo educacional e ajudam a reforçar conceitos como sustentabilidade, segurança alimentar e ecologia. A horta é também um laboratório vivo, que possibilita aos nossos estudantes entender, intuitivamente, conceitos da área de biologia. Cumprimento as escolas que implantaram esta forma de atividade complementar para seus estudantes", disse o secretário de Educação, Geraldo Castro Sobrinho.

Na Unidade de Educação Básica (UEB) Evandro Bessa (Estiva) a horta foi criada a partir das ações do projeto "Crianças Saudáveis, Futuro Saudável", desenvolvido entre os anos de 2013 e 2015 em quinze escolas da capital, por meio de uma parceria da Prefeitura de São Luís com a empresa Eneva e a Ong Inmed Brasil. A plantação é cuidada pelas próprias crianças, com o auxílio de professores e de um horteiro.

Darlen Ramos Lima, de 11 anos, estudante do 5º ano da UEB Evandro Bessa Estiva, aprendeu a importância de uma alimentação saudável a partir do cuidado com as plantas. "Depois que comecei a ter as aulas na horta da escola, passei a gostar de comer verduras e legumes. Cenoura é minha verdura preferida." Para Gustavo Lima Batista, de 11 anos, a horta é uma oportunidade de aprendizado com lazer. "Gosto de brincar na horta e depois comer o que nós mesmos cultivamos. Parece brincadeira de fazendinha. É uma das atividades que eu mais gosto aqui na escola", contou.

Meio Ambiente

Na UEB Evandro Bessa, a orientação das crianças no cultivo dos vegetais é feita pelas professores Elizeth Leitão e Jeovânia de Fátima Pereira, e pelo agricultor Ednaldo Gomes dos Santos, de 57 anos. Esta semana, a turma do 5º ano colheu cebolinha e vinagreira. "Aqui é um laboratório vivo. Podemos trabalhar na prática conteúdos sobre os seres vivos e sobre os benefícios do consumo de alimentos naturais e orgânicos", disse a professora Elizeth.

As UEB. Manuela Varela (Cajueiro) e Josefina Serrão (Porto Grande) são outras que já estão renovando os estoques de sementes para reiniciar as atividades das hortas, o que deve ocorrer no ano letivo de 2016. Na UEB. Artur Nabatino Gonçalves de Azevedo, a horta existe há três anos e é cuidada pelos estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Maxixe, cebolinha, cheiro-verde, vinagreira, couve-flor e pepino são algumas das verduras e legumes que, depois de colhidos, são adicionados à alimentação escolar, complementando a produção que é trazida semanalmente pelos agricultores locais com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

"É um projeto muito rico. Aqui na escola, as crianças também tem a opção de levar os alimentos que colhem para casa. Assim, podem disseminar entre os pais o conhecimento que adquiriram na escola, promover alimentação saudável em casa e, quem sabe, incentivar pais e familiares a cultivarem seus próprios vegetais em casa", ressaltou a gestora, Sherlene Régia Araújo Farias.
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