Eduardo Cunha: agulha tucana segue seu destino

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Neste fim de semana o brasileiro recebeu uma notícia da linha ordinária: Líderes da oposição querem a renúncia de Eduardo Cunha. Parece mesmo que a desgastada agulha do presidente da Câmara foi mesmo para uma canto esquecido numa caixa.

Para o incauto, a permanência de Cunha na presidência da Câmara deve ser obra e graça da situação, leia-se da presidenta Dilma Rousseff, pois até a oposição golpista retirou-lhe o apoio, como confessou Reinaldo Azevedo na revista Veja.


A oposição que ajudou Cunha, agora, vira-lhe as costas depois que o Ministério Público da Suíça descobriu, bloqueou e divulgou sobre as contas secretas do presidente da Câmara num banco daquele País. O PiG e o PSDB vendiam o corpo de Cunha com uma prometida alma de Madre Teresa ou da Irmã Dulce.

No apólogo da linha e da agulha, o fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis, lembrava que o destino da agulha é sempre ficar num canto enquanto a linha por mais ordinária que seja segue para o salão onde será tocada e acariciada.

Eduardo Cunha, acostumado em chantagear governos, a promover uma pauta conservadora e ser o crupiê da política nacional esqueceu que apesar de tudo isso não passa de uma agulha para as linhas tucanas. E mais dias ou menos dias terá o seu lugar apropriado: o fundo escuro onde mora o esquecimento. Que nem um incerto Severino...

Frederico Luiz
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