O primeiro baque de Eduardo Cunha

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Altamiro Borges

O lobista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito presidente da Câmara Federal em janeiro, estava se achando o máximo. Alguns jornalões, que deram apoio à sua candidatura na obsessão de derrotar o chamado “lulopetismo”, até chegaram a noticiar que ele se comportava como presidente da República, substituindo a “silenciosa” Dilma Rousseff. Mas sua gula, como antecipou o blogueiro Luis Nassif, logo causaria uma indigestão. Nesta semana, o deputado “rebelde” sofreu o seu primeiro baque. Ele foi obrigado a recuar na sua proposta fisiológica de conceder passagens para os cônjuges dos parlamentares. Só falta agora recuar em outros projetos ridículos, como o que cria o “Dia do Orgulho Hétero”.

Segundo o noticiário da mídia oposicionista, Eduardo Cunha não aguentou a forte rejeição da sociedade. “A cúpula da Câmara decidiu recuar da medida que autorizava o pagamento de passagens para cônjuges dos parlamentares, a chamada ‘bolsa-esposa’, depois da repercussão negativa do caso”, relata a Folha tucana desta terça-feira (3). O próprio lobista reconheceu o baque sofrido. “Não somos imunes às críticas e aos possíveis erros”, afirmou o “humilde” parlamentar. Seu pacote de bondades aos parlamentares que garantiram sua eleição em primeiro turno, que incluía a abusiva “bolsa-esposa”, teria um impacto anual estimado de R$ 150,3 milhões aos cofres da Câmara dos Deputados.

Apesar do tombo, o deputado-lobista mantém a fleuma. Ele garante que a sua proposta foi mal interpretada. “A repercussão foi muito negativa. Não houve entendimento correto do projeto”, afirma. Ele ainda informa que avaliará melhor a ideia de construir um shopping anexo à Câmara Federal, mas garante que não desistiu do seu projeto do “Dia do Orgulho Hétero”. No domingo passado (1), num culto na igreja Vitória em Cristo, Eduardo Cunha afirmou que a maioria dos brasileiros é contra a união homoafetiva. “Não sou eu que não vou deixar a pauta progressista andar, não sou eu que sou conservador. A maioria da sociedade pensa conforme nós pensamos. É só deixar que a maioria seja exercida, e não a minoria”.

Pelo jeito, no entanto, a maioria dos brasileiros não aceita as suas ideias conservadoras e fisiológicas. Nas redes sociais, pelo menos, ele levou uma baita surra na proposta da ridícula “bolsa-esposa” e foi obrigado a recuar e a posar de humilde. Deve ter doido!

Eduardo Cunha
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