Campanha pelo fim da violência contra mulher

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Carolina Nahuz

São Luís, MA. O painel “As mulheres, as drogas, tráfico e suas consequências” promovido pela Prefeitura de São Luís, por meio da Coordenadoria Municipal da Mulher, encerrou nesta quinta-feira (11) a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, em São Luís. O painel foi provocado pelo Conselho Municipal Antidrogas (Comad) e integrou outros conselhos além dos parceiros iniciais da campanha.

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues expôs a experiência dos Capes AD (Álcool e Drogas)
As ações de combate a violência contra mulher e fortalecimento das políticas desta área no Município são consideradas essenciais pelo prefeito Edivaldo que determinou o apoio às atividades da campanha, que possui âmbito internacional. Em São Luís, a programação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Governo (Semgov) sendo iniciada no dia 20 de novembro, coincidindo com o Dia Nacional da Consciência Negra.

A vice-presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina (CMCF), Lourdes Leitão, abriu a roda de conversa do painel desta quinta-feira, na sede da Prefeitura. Ela explanou a gravidade do universo das drogas e suas consequências, que colocam a mulher no centro do debate da criminalidade. Como consequência da atividade ilícita, a população carcerária feminina tem aumentado em proporção acelerada no país. Entre 2000 e 2012, a população carcerária feminina cresceu 256%.

Segundo dados apresentados por Lourdes Leitão, referente a junho de 2013, a Penitenciária de Pedrinhas com capacidade para abrigar 210 mulheres está quase atingindo o limite. Das 206 detentas, 52 são sentenciadas e 89 cumprem prisão provisória. Em relação ao Maranhão, Lourdes apresentou números semelhantes ao crescimento nacional da violência envolvendo as mulheres.

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Márcia Rodrigues, conselheira do Comad, em depoimento sobre a experiência em atendimento a mulheres nos Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), afirmou que das 76 pacientes que deram entrada entre 2013 e 2014, 25 ainda continuam inscritas em projetos terapêuticos singular (PTS), embora apenas 20 das mulheres que deram entrada tenham recebido alta.

Para a vice-presidente do Conselho de Idosos, Socorro Ramos, é necessário a mobilização de todos os setores da sociedade e do poder público na formação de uma rede articulada. Ela criticou o comodismo das passeatas no lugar das ações efetivas e conclamou a sensibilização dos governantes para a gravidade da violência contra mulheres no Maranhão.

Participaram do evento realizado no auditório Reis Perdigão representantes da Coordenadoria da Mulher, Conselho Municipal da Condição Feminina, Conselho da Pessoa com Deficiência, Conselho Municipal Antidrogas, Conselho Municipal do Idoso, Rede Amiga da Mulher, Secretaria de Estado da Mulher e Pastoral da Sobriedade.
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