A Jato: empreiteiros passam natal e ano, presos

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Teori homologa delação de Youssef e nega HC de vice de empreiteira


Agência Brasil e Conjur

Brasília, DF. O ministro Teori Zavascki (foto), do Supremo Tribunal Federal, homologou nesta sexta-feira (19/12), os termos do acordo de delação premiada entre Alberto Yousseff, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal nas investigações da operação “lava jato”. Em troca da redução da pena, o doleiro explicou como supostamente funciona o esquema de corrupção na Petrobras e revelou nomes de políticos que receberiam propina. Também nesta sexta-feira, Zavascki negou Habeas Corpus impetrado pelo vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes.

Teori Zavasky
Com a homologação, políticos citados pelo doleiro já  podem ser denunciados ao Supremo
O ministro do Supremo seguiu o entendimento da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que negou, na última quinta-feira (18/12), pedido de oito investigados na operação "lava jato" que tentavam deixar a prisão. Entre eles estava Sérgio Mendes. A justificativa utilizada pelo colegiado foi a de “garantir a ordem pública, em face do risco de reiteração criminosa”, afirmou o relator dos processos, desembargador federal João Pedro Gebran Neto.

Com a homologação da delação de Youssef, os políticos — que têm foro privilegiado — já podem ser denunciados ao Supremo. No entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve fazer isso somente em fevereiro do ano que vem, após o recesso do Judiciário, que tem início nesta sexta-feira.

Os nomes citados estão em segredo de Justiça e ainda não foram revelados oficialmente. As informações prestadas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, por meio de delação premiada, também podem ser utilizadas na denúncia oficial contra os parlamentares.
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