Flávio Dino confirma auditagem de todos os contratos

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TV Guará

São Luís, MA. O governador eleito Flávio Dino concedeu entrevista nessa quinta ao MA Acontece, da TV Guará. Dino assistiu a uma reportagem na qual eram apresentados detalhes do orçamento que o espera para o próximo ano. Os desafios e, especialmente, como vai administrar o Maranhão a partir de 2015 foram discutidos durante o programa.

A entrevista foi feita pelo apresentador do telejornal, Hugo Reis, e o jornalista e comentarista político da TV Guará, Marcus Saldanha. Foram discutidos temas como: segurança pública, segurança interna dos presídios, o convite a um mineiro para dirigir a Sejap, a quantidade de crimes na Região Metropolitana, contratos na área da Saúde, a aplicação dos recursos da pasta.
A seguir, os principais trechos da entrevista:

Flávio Dino
Maranhão Acontece da TV Guará entrevistou o governador eleito Flávio Dino

Convênios de papel

“Há essa praxe no Maranhão. Você faz um convênio no papel, a obra existe no papel e você vai lá no mundo e a obra não existe”. O comentário foi depois de ser perguntado sobre como agiria com os prefeitos e empresas privadas que receberam o pagamento pelo serviço sem a entrega da obra conforme seu projeto.

Durante a entrevista o governador eleito foi duro ao explicar o que pretende fazer com os contratos assinados e renovados no fim do mandato. Flávio Dino lamentou, e disse estranhar a “ansiedade da governadora e sua equipe em entregar obras de ‘afogadilho’, e sem terem sido concluídas”.

Transição unilateral

Uma das questões feitas ao governador eleito foi a forma com a qual o atual governo está prestando as informações durante as reuniões de transição. Flávio Dino criticou o que ele chamou de “núcleo de governo” e afirmou que a pequena parte da documentação recebida nem precisaria ser entregue, pois já constam na internet.

E é justamente a falta de conhecimento de documentos da administração estadual que tem causado uma incerteza em diversos prefeitos. Dino disse que só terá certeza do que poderá fazer depois que tiver ciência dos contratos assinados pela governadora.

Precatórios

Outro ponto que ainda é considerado por Dino uma incógnita é o tratamento dado aos precatórios, as dívidas judiciais que o Estado tem. “Ainda não sabemos se serão pagas pelo governo.”

Em agosto a Justiça estadual suspendeu o pagamento de um precatório que seria pago a Constram, empresa envolvida nas investigações da “operação lava jato” e que, segundo Meire Poza, contadora do doleiro Alberto Yussef, preso no Maranhão, teria subornado membros do primeiro escalão e favorecido financeiramente a atual governadora Roseana Sarney. Yusseff teria oferecido R$ 6 milhões ao Governo do Estado para receber R$ 120 milhões. O doleiro levaria o dobro do oferecido no suborno: R$ 12 milhões.
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