Maranhão sem Corrupção: PM e PMDB agridem manifestantes

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Presidenta da UNE denuncia violência contra estudantes maranhenses


Raimundo Garrone

São Luís, MA. Atos de violência ocorridos durante protesto realizado em São Luís, foram denunciados pela presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, que lamentou o uso da força policial para reprimir movimento estudantil contra a corrupção. A dirigente repudiou o uso de força do estado para impedir a livre manifestação do cidadão.

Weberson Fernandes
Presidente do DCE da Universidade Pitágoras, Werberson Fernandes, foi atingido por rojão
Com centenas de estudantes no Centro da capital do Maranhão, o grupo de jovens realizava movimento pacífico em protesto contra corrupção. Intitulado “Maranhão sem Corrupção”, o protesto contra escândalos políticos que acontecem em todo o país.

“O que a gente viu hoje é a demonstração de um modelo político atrasado, truculento e que não respeita a opinião dos jovens que não aceitam mais a corrupção,” disse a presidenta da UNE em entrevista.

Segundo a denúncia feita pelos estudantes, a manifestação era pacífica, porém houve infiltração de carros de som integrados por militantes do PMDB. Dois deles, Marcone Edson Matos e Assis Filho, chegou a dar instruções à ação dos policiais contra a manifestação.

Duas pessoas foram diretamente atingidas pela manifestação. Daiany Macedo e Werberson Fernandes, ambos de 21 anos, foram hospitalizados após o uso de rojões contra os manifestantes. Segundo relatos dos manifestantes, o uso de rojão partiu de dirigentes estudantis do PMDB (foto). Werberson foi lesionado no peito pelo disparo.

Jaíne Santos, estudante do Ifma, vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas no Maranhão e que participou da caminhada, lamentou os atos de agressão contra o movimento pacífico. “Todos os jovens devem lamentar qualquer tipo de violência. Esses atos merecem repúdio de todos os que defendem a Democracia no Brasil,” afirmou.

Agressão policial

A manifestação teve início na Biblioteca Benedito Leite e foi finalizada em frente a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, durou 1 hora e meia. Outro diretor da UNE, Tawan Fernandes, chegou a ser agredido por um dos policiais, conforme vídeo que será apresentado pelos estudantes à Delegacia Geral.
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