Lobão Filho: radicalização agora ou pretensões no futuro?

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Lobão Filho pode tentar vitória política


John Cutrim

É mais grave do que aparenta o clima de tensão na campanha do candidato a governador Lobão Filho (PMDB). É o que se pode concluir de várias avaliações feitas nos últimos dias por lideranças do grupo Sarney. Há muitos que já não dissimulam mais e falam abertamente, como alguns ouvidos por este blog.

A questão principal é que candidato não deslanchou como pretendiam. Chegaram a marcar data para chegar a 30% e até a empatar nas intenções de votos com o líder nas pesquisas Flávio Dino. Até o chefe maior do grupo, José Sarney, entrou no coro das profecias não cumpridas ao anunciar há três semanas que em 15 dias o candidato Lobão Filho estaria empatado com Flávio Dino.

Em conversas cada vez mais frequentes a pauta principal tem sido como administrar a derrota “ganhando para o futuro”. E como ter um contra-peso elegendo Gastão Vieira senador. Nas duas pautas, muitos problemas. Sobre o futuro, há disputa entre os possíveis lideres do grupo para as disputas vindouras. Não foi à toa que a governadora Roseana Sarney avisou que não largará a política. E na segunda, a liderança de Roberto Rocha na corrida para o senado, que tem melhor pontuação que Gastão e maior potencial de votos, segundo avaliação de especialistas.

A menos que algum fato novo e muito forte apareça nos próximos cinco, seis dias, a eleição caminha para a estabilização de um quadro com amplo favoritismo de Flávio Dino. No PMDB, há quem ainda queira empurrar Lobão Filho para o tudo ou nada; e há aqueles, com mais juízo, que defendem para o candidato uma saída honrosa que o credencie como liderança em futuros embates.

Mais ou menos, é isso aí o que cardeais ligados ao próprio candidato Lobão Filho dizem a quatro paredes e de uns dias pra cá em rodas mais abertas.
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