Preço do Viagra cai 50%, genérico do "azulzinho" sai por R$ 7,50 a partir do dia 21

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Imagem: Reprodução
por Clarissa Melo

A oito dias de a patente do Viagra ser quebrada, o laboratório Pfizer, dono da marca, anunciou que, desde a semana passada, o remédio será vendido pela metade do preço — de R$ 30 passará a custar R$ 15 cada comprimido.

Mas quem esperar até o dia 21 vai poder comprar o medicamento por um valor ainda mais em conta. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), outros laboratórios vão começar a vender o produto até 75% mais barato.

“Qualquer movimento que o laboratório do produto de referência fizer, os genéricos também fazem. É a concorrência. Com isso, quem ganha é o consumidor”, afirmou o presidente da PróGenéricos, Odnir Finotti. Segundo ele, pela lei os genéricos devem ser pelo menos 35% mais baratos do que o produto de referência. Na prática, entretanto, a média é que o desconto seja de 52%.

“Se o Viagra custar R$ 15 o comprimido, é possível que o genérico custe R$7,50 cada”, completa Finotti. Segundo ele, o laboratório EMS já tem aprovação para comercializar o genérico do Viagra. Outras quatro empresas ainda aguardam aprovação.

“Tudo o que imaginamos que o genérico poderia fazer pelo bolso do consumidor estamos vendo na prática. Quem ganha é quem precisa do medicamento e agora pode comprar por um preço acessível”, comemora Finotti.

Segundo a PróGenéricos, com o fim da patente do Viagra, o consumo de remédios para disfunção erétil deve dobrar a partir do ano que vem. Os genéricos serão responsáveis por 70% das vendas.

O Brasil é o primeiro país a dar a patente do Viagra como vencida. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é baseada na legislação brasileira, que prevê a proteção da propriedade industrial de remédios por 20 anos após o primeiro registro.

Segundo o STJ, o Viagra foi registrado em junho de 1990 na Inglaterra. Entretanto, a Pfizer afirma que o registro só foi formalizado em 1991, na União Europeia. Por isso, o laboratório pedia uma extensão de um ano nesse prazo, até 2011. A farmacêutica ainda pode recorrer da decisão do STJ.

Só com prescrição médica
Com a queda do preço dos remédios para disfunção erétil, é preciso ficar atento aos riscos da automedicação. Segundo o chefe do setor de Urologia do Hospital Souza Aguiar, André Guilherme Cavalcanti, os medicamentos não devem ser usados como drogas recreativas.

“Além dos efeitos colaterais, como dor de cabeça, alterações visuais, rubor na face e congestão nasal, a pessoa que ingere o Viagra sem precisar corre o risco de se tornar dependente emocional e achar que só vai conseguir ter relações tomando o remédio”, diz o especialista.

Segundo Cavalcanti, para usar o medicamento é necessário ter orientação médica. “Não são todos os pacientes que podem tomar. Quem usa vasodilatadores, por exemplo, está proibido. Cada caso é especial”, conclui.

Fonte: O Dia Online
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